sábado, 25 de abril de 2009

IGREJA EVANGÉLICA BAPTISTA DE OEIRAS







Para quem deseja:

Informar-se sobre a crença na existência de Deus;

Saber qual o porquê de os cristãos considerarem a Bíblia como a Palavra de Deus,

Conhecer, de forma mais detalhada, os ensinamentos da Bíblia;

Saber o que significa o amor de Jesus Cristo pela humanidade e qual a relevância, concreta, desse amor para a sua vida;

Pertencer a uma comunidade que nutre o amor entre si;

Ouvir uma palavra de conforto, dada por conselheiros especializados;

Resolver problemas espirituais.

Cultos: Domingos às 11h45m

Escola Bíblica Dominical: Domingos às 10h30m

Site: http://www.iboeiras.org/

Morada: Praceta de Quelimane, nº 4, 2780 Oeiras

Tel: 214 439 796

quinta-feira, 23 de abril de 2009


(Ilhéu das rolas - São Tomé e Príncipe)


A Doutrina de Deus

A existência de Deus - Como poderemos saber que Deus existe?

Esquema

1- Versículos adequados
2- Passo: 1. Introdução
3- Passo: 2. Abordagem de Grudem, de outras Teologias Sistemáticas e de outras obras
3. 1 - A íntima intuição humana acerca da existência de Deus
3. 2 - As provas encontradas nas Escrituras e na natureza
3.2.1 – Provas encontradas nas Escrituras
3.2.2 – Evidências ou sinais encontrados na natureza
3.3 - Provas tradicionais da existência de Deus
3.3.1 – O argumento cosmológico
3.3.2 – O argumento teleológico
3.3.3 – O argumento ontológico
3.3.4 – O argumento moral
3. 4 – A vida singular de Jesus Cristo.
4- Passo: 3. O tópico em questão ao longo da Bíblia
5- Passo: 4. Credos e declarações de fé
6- Passo: 5. Resumo da Doutrina
7- Passo: 6. Aplicação

A Doutrina de Deus

A existência de Deus - Como poderemos saber que Deus existe?

Versículos adequados:

Sl 14:1a) ”Diz o insensato no seu coração: Não há Deus…”
Gn 1:1 “No princípio criou Deus os céus e a Terra”
Sl 19:1 “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos.”
Rm 1:20 ”Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas…”
Jo 10:30 “Eu e o Pai somos um.”
Hb 1:1,2 “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, falou-nos pelo Filho…”
Cl 1:15 “Este é a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criação.”


Passo: 1. Introdução

A existência de Deus é a questão que mais tem incomodado a humanidade ao longo dos séculos. Será possível, numa sociedade pós-moderna, defender a existência de Deus como sendo uma verdade objectiva?

Passo: 2. Abordagem de Grudem, de outras Teologias Sistemáticas e de outras obras:

Grudem afirma que a resposta à questão: “Será que Deus existe?” Pode ser respondida tendo em consideração três aspectos: 1 – A íntima intuição humana acerca de Deus; 2- As provas encontradas nas Escrituras e na natureza; 3 – As provas tradicionais da existência de Deus.[1]


1 - A íntima intuição humana acerca da existência de Deus.
De acordo com alguns textos bíblicos, sobretudo de acordo com o 1º capítulo do livro de Romanos, todos os seres humanos têm uma íntima intuição acerca da existência de Deus. Todavia, devido ao pecado, as pessoas negam a existência de Deus - Rm 1:20. Portanto, todo o ser humano, quer o confesse, quer não, de acordo com a Bíblia, no seu íntimo, sabe que Deus existe.

2 - As provas encontradas nas Escrituras e na natureza.
2.1 – Provas encontradas nas Escrituras: Diz Grudem que as Sagradas Escrituras afirmam a existência de Deus. A Bíblia não discute o facto de Deus existir ou não. A Bíblia assume como um pressuposto que Deus existe. Ora, como acreditamos que a Bíblia é verdadeira, em consequência teremos de acreditar que Deus existe.
Pessoalmente, este argumento parece-me um argumento circular. Acreditamos que a Bíblia é verdadeira porque esta é a Palavra de Deus. Se não a considerássemos como a Palavra de Deus, mas apenas de Homens, poderíamos pôr em causa a sua mensagem. Logo, acreditamos que a Bíblia é verdadeira porque, a priori, acreditamos na existência de Deus. Assim, este argumento não me parece muito válido.

2.2 – Evidências ou sinais encontrados na natureza: A criação prova a existência de Deus Sl 19:1, Rm 1:20, Gen. 1:1. “O mundo dá farto testemunho da existência de Deus…Cada folha de cada árvore, cada folha da relva, cada estrela do céu e cada outro elemento qualquer da criação – tudo brada continuamente: “Deus me criou! Deus me criou! Deus me criou!”
[2]
Não poderia estar mais de acordo com Grudem, a existência do universo é um sinal extraordinário da existência do seu criador.
Gostaria de desenvolver este argumento. Até ao presente momento, existem apenas três teses para justificar a existência do universo: 1- A tese da geração espontânea, ou da auto-criação; 2 – A tese do universo eterno; 3 – A tese de que o universo foi criado por um ser eterno todo-poderoso, ou seja, Deus. Se analisarmos estas três teses, chegaremos à conclusão de que a tese que defende que o universo foi criado por um ser eterno, todo-poderoso, é a única razoável.
[3]

3 – Provas tradicionais da existência de Deus.
Neste ponto, Grudem refere quatro argumentos tradicionais sobre a existência de Deus, todavia fá-lo de forma extremamente resumida. Através destes argumentos, Grudem tenta demonstrar que não é racional rejeitar a ideia de que Deus existe.
3.1 – O argumento cosmológico – Todas as coisas que existem têm uma causa. Logo, se o universo existe também terá de ter uma causa. Essa causa é Deus, que o criou. Charles Hodge, na sua teologia sistemática, diz o seguinte: “Todo o efeito deve ter uma causa adequada. O mundo é um efeito. Portanto, o mundo deve ter tido uma causa fora de si mesmo e adequada para dar razão à sua existência.”
[4] Este argumento surgiu com Platão e Aristóteles, tendo sido “cristianizado” por S. Tomás de Aquino. Tudo quanto acontece tem uma causa, todavia, não podemos retroceder infinitamente. Tem de haver uma causa primeira, que dê origem a todas as coisas, essa primeira causa é Deus.[5]

3.2 – O argumento teleológico. – Só existe harmonia no universo porque as coisas irracionais se comportam como se fossem racionais, ou seja, com um propósito. Assim, temos de acreditar na existência de uma mente inteligente, que se encontra por detrás de tudo, fazendo com que as coisas irracionais se comportem como se tivessem razão, essa mente é Deus. O argumento em causa, que se trata da 5ª via de S. Tomás de Aquino, tornou-se mais conhecido com a ilustração dada por William Paley. De acordo com este teólogo e filósofo inglês, o universo tem a complexidade do mecanismo de um relógio. Logo, não poderá ter sido criado por acaso, teve de haver um relojoeiro, esse relojoeiro foi Deus.
[6]

3.3 – O argumento ontológico – Este argumento foi inicialmente defendido por Anselmo de Cantuária.
[7] Deus é um ser infinitamente perfeito. A existência faz parte da perfeição, logo Deus, para ser infinitamente perfeito, terá de existir.[8]

3.4 – O argumento moral – Este argumento foi inicialmente defendido por Immanuel Kant, através da formulação do imperativo categórico. Todo o ser humano tem dentro de si, de forma inata, um senso do que está certo e do que está errado. C.S. Lewis denomina este sentimento como Lei da natureza. Por detrás da Lei da natureza encontra-se uma mente criadora, que quer que nos comportemos de determinado modo e não de outro. Esta mente criadora trata-se de um ser pessoal e moral, criador de todas as coisas, ou seja, Deus.
[9]

Para Grudem e para as demais Teologias Sistemáticas analisadas, as provas racionais são provas válidas. Já a Teologia Sistemática Pentecostal tem uma abordagem diferente, dizendo que: “A Bíblia não procura oferecer-nos qualquer prova racional quanto à existência de Deus.”
[10]
Apesar de considerar as provas tradicionais como válidas, entendo que o Homem, por si só, não pode chegar ao conhecimento de Deus. Para que o Homem chegasse ao conhecimento de Deus foi necessário que Deus se revelasse. Deus revelou-se de várias formas: através da criação; através da sua palavra e através do ministério de profetas, juízes, sacerdotes, reis e servos fiéis. Deus revelou-se, sobretudo, por intermédio do seu Filho e do Espírito Santo, que em nós habita.

4 – A vida singular de Jesus Cristo.
Apesar de não ser referida por Grudem, como uma evidência autónoma da existência de Deus, a meu ver, a par da criação, a vida singular de Jesus Cristo é a maior evidência da existência de Deus.
Hb 1:1,2 “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, falou-nos pelo Filho…”
Cl 1:15 “Este é a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criação.”
A personagem histórica e peculiar de Jesus Cristo demonstra à humanidade que Deus existe.


Passo: 3. O tópico em questão ao longo da Bíblia.

O aspecto da existência de Deus, como não poderia deixar de ser, está presente em toda a Bíblia. A Bíblia parte do pressuposto que Deus existe.

Passo: 4. Credos e declarações de fé.

Todos as declarações de fé e credos cristãos partem do pressuposto de que Deus existe. A título de exemplo posso citar os seguintes:
Credo apostólico:
“Creio em Deus…” (Início do Credo)
Os trinta e nove artigos – Igreja Anglicana:
I – “Há um único Deus, vivo e verdadeiro…”
Confissão de Westminster – Igreja Presbiteriana:
Capítulo II, 1- “Há um só Deus, vivo e verdadeiro…”
Confissão Baptista de New Hampshire:
II – “Cremos que há um, e somente um, Deus vivo e verdadeiro…”
Declaração de fé – Membros da Convenção das Assembleias de Deus em Portugal:
1 – “Cremos na existência de um único Deus eterno…”


Passo: 5.Resumo da doutrina

A existência de Deus é uma realidade. Podemos chegar a esta conclusão de várias formas, nomeadamente: 1- Através da íntima intuição humana acerca da existência de Deus; 2 – Através das provas encontradas nas Escrituras e na natureza; 3 – Através das provas tradicionais da existência de Deus; 4 - Através da análise da vida singular de Jesus Cristo. Tendo todos estes itens em consideração, se formos intelectualmente honestos, teremos de considerar a existência de Deus como algo muito mais razoável do que a sua não existência. Como diz Philip Yancey: “Diante da dúvida, aprendi a reagir simplesmente considerando as alternativas. Se não existe um criador, então o que há?”[11] Chegamos, portanto, à conclusão de que aqueles que não crêem em Deus, necessitam de uma maior dose de fé do que aqueles que crêem, pois crêem contra todas as evidências.
Todavia, como diz Grudem: “… é preciso lembrar que neste mundo pecador Deus precisa possibilitar que nos convençamos, senão jamais creríamos nele … Dependemos de Deus para remover a cegueira e a irracionalidade provocada pelo pecado, possibilitando assim que avaliemos correctamente as evidências, creiamos no que dizem as Escrituras e venhamos a ter fé salvadora em Cristo.
[12]


passo: 6. Aplicação da doutrina

É confortante, nesta sociedade pós-moderna, saber que a existência de Deus se trata de uma realidade objectiva. Saber que Deus existe responde às nossas questões existenciais mais profundas e dá-nos um sentido para a vida. Não estamos neste mundo por acaso. Estamos neste mundo porque um ser pessoal nos criou. Esse ser pessoal revelou-se de várias formas, sobretudo vindo ao mundo e morrendo por nós na cruz.
Todavia, estar ciente da existência de Deus, não só é confortante como também é responsabilizante. Não basta crer em Deus para obter a vida eterna. Como diz o apóstolo Tiago, crer em Deus até os demónios crêem e tremem - Tg 2:19. Portanto, não basta acreditar que Deus existe, para ter a vida eterna é necessário ter um relacionamento pessoal com Deus e ter uma vida de santidade e dependência exclusiva do Senhor.

[1] GRUDEM, Teologia Sistemática actual e exaustiva, p. 97.
[2] GRUDEM, Ob. Cit., p. 98.
[3] SALGUEIRO, Sinais da existência de um ser superior, pp. 9-15.
[4] HODGES, Teologia Sistemática, p. 156.
[5] HODGES, Ib. Idem, p. 158.
[6] MCGrath, Teologia sistemática, histórica e filosófica, p.301.
[7] MCGrath, Ib. Idem., p.291.
[8] HODGES, Ob. Cit., p. 153.
[9] LEWIS, Cristianismo puro e simples, pp.1-18.
[10] HORTON, Teologia Sistemática – Uma perspectiva pentecostal, p.126.
[11] YANCEY, Rumores de outro mundo, p.51.
[12] Grudem, Ob. Cit., p.100.

quarta-feira, 22 de abril de 2009


"Se você crê somente no que gosta do Evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo.” - Santo Agostinho